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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Passos do Ballet- Adagio

Adage, Adagio - Adage é uma palavra francesa derivada do italiano AD AGIO e significa devagar ou com descanso. Os professores ingleses de ballet usam ADAGE, a adaptação francesa, enquanto que os americanos preferem o original italiano.
No ballet esta palavra tem duas formas de execução: 

1º- uma série de exercícios do Centro, consistindo de uma sucessão de movimentos lentos e graciosos que podem ser simples ou de caráter muito complexo, executados com fluidez e aparente facilidade. Estes exercícios desenvolvem a capacidade de sustentação, a estética.



2º- Uma abertura do clássico pas-de-deux no qual a bailarina, ajudada pelo parceiro masculino, executa os movimentos lentos e o bailarino levanta, sustenta ou transporta a bailarina. Esta, assim amparada, pode então exibir sua graça, sua linha e seu perfeito equilíbrio, executando développés, piruetas, arabesques, etc., e consegue combinações de passos e poses que seriam impossíveis sem a ajuda do partner. 
 Ellen Krysna.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Como escolher a sapatilha certa?

Bom dia galera.
Eu comecei a dançar na ponta este ano e já tive algumas experiências com duas sapatilhas, eh isso mesmo, duas no mesmo ano.
A primeira foi a da Capézio Partner Estudante, minha professora não pode ir comigo, então foi essa mesmo, ela já tinha me notificado sobre as sapatilhas da Capézio, elas são preparadas para pés mais finos, moles e por ter as caixas mais altas não facilitam na hora de trabalhar pés como o meu, largo, chato e duro, e duro d+.
Sapatilha Capézio.

Na hora de experimentar eu fiquei com medo de sujar e tal, a menina da loja até foi simpática, disse pra eu ficar na ponta, pra ver se estava legal, mas a vergonha e falta de conhecimento não deixaram e comprei a n.38, o fato é que também adquirir a ponteira de silicone, aquela rosa, bem grossa, pra não ter nenhum problema depois com dedos machuacados e tal, o problema é que aumenta o pé e a sapatilha n.38 nem entrava e eu com medo de sujar e conseguir trocar, não insistir o problema é que a sapatilha da Capézio fica mais larga com tempo, eu deveria ter insistido, mas fui lá e troquei pela outra 39 1/2, quem pula de um numero para outro +1/2? Alguém sem experiencia como eu, comecei a usar e bum, ela tava tão larga que ao fazer 5ª posição parte posterior estava sobrando e empurrava o pé que ficava atrás, não deu certo, insisti mais um pouco, mas meu pé não amolecia e nem pegava o formato certo, juntei o dinheiro e fomos parar na Ilha do Governador, minha professora que desta vez foi comigo, ou eu com ela, achou melhor irmos pra lá, por ter mais opção de sapatilha e ela já conhecia a loja e tudo mais, comprei uma sapatilha da Só Dança, além de cores lindas e fortes, elas tem vários tamanhos e formatos, e ela já possui uma curvatura que ajuda a trabalhar melhor os pés.
Sapatilha Só Dança.

Também tem a Millenium  que  oferece vários modelos, o problema é que elas não são muito bonitas, as cores são menos cintilante, porém são muito duras e melhores pra quem tem pés bem trabalhados, minha professora só usa essa (melhores para profissionais), porque seu pé é bem curvado e sapatilha dura um pouco mais, ao contrário dela comprar uma Capézio ou Só Dança.

Sapatilha Millenium

Não estou criticando nenhuma marca, só alertando sobre qual escolher de acordo com o seu pé.

Primeiro ponto: Estudantes com pés finos, moles, que não dão trabalho para alongar- Indico da marca Capézio, e lá você escolhe o modelo que mais te agrada.
Segundo ponto: Estudantes com pés largos, duros, e de dificil curvatura- Indico da marca Só Dança, pois possuem uma pequena curvatura que ajuda o iniciante.
Terceiro ponto: Estudantes com nível melhor e com pés muito moles, com curavtura extensa- Indico a marca Millenium.

Se for mais experiente indico um site muito bom com sapatilhas internacionais, o problema é que não pode experimentar e eles usam a mesma medida que Só Dança trabalha e se quiser comprar uma, aconselho que experimente uma da marca Só Dança pra saber seu número e guarde um bom dinheiro porque são três vezes mais caras do que as daqui.

O Site é: http://evolutionpirouette.com.br/evolution/default.php?cPath=53&PHPSESSID=1d31eead09a25f28391639fc3d201536

Ellen Krysna.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Sapatinhos vermelhos.

Nossa estou encantada com o Ballet  Sapatinhos Vermelhos, soube da sua existência através do Dance Academy, um seriado que descobri no final do ano de 2012 e comecei a assistir agora pelo youtube pra me atualizar e pelo Boomerang, fui procurar mais sobre esta historia e ela é bem interessante.

Sapatilhas vermelhas.


Numa bela tarde de sol, uma mocinha passeava com o namorado numa praça onde se realizava uma feira, quando viu na vitrine de uma loja do outro lado da rua um lindo par de sapatilhas vermelhas. Ela que sempre teve uma vontade enorme de dançar, mas sem ter tido numa oportunidade de aprender, fica encantada com as sapatilhas que estão à venda.
O rapaz, porém, pressentiu alguma coisa estranha que não lhe parecia boa, uma força quase mágica que vinha do tal sapato que exigia a aproximação e atenção do casal. Com tal pressentimento, o jovem tenta fazer com que a namorada se desinteresse das sapatilhas, sem ter, porém um motivo concreto para dissuadi-la da compra, a não ser o alto preço que era pedido.
O vendedor da loja, que observava toda a conversa do casal, se aproximava de uma forma um tanto estranha, pois não era amigo ou mesmo conhecido de nenhum dos dois, e oferece de presente à moça o par de sapatilhas vermelhas.
Entusiasmada, ela se desfaz dos sapatos velhos, calça os novos e sai dançando lindamente pela feira, em meio às barracas e as pessoas que paravam para admirá-la. Dança com vários rapazes, feliz em perceber a grande dançarina que era. Nenhum dos seus pares conseguia acompanhá-la por muito tempo e ela dançava sem parar, fascinada pelo brilho dos seus sapatos vermelhos. Não tinha percebido que seu namorado há muito havia se perdido dela na confusão da feira e que o vendedor de sapatos, ao contrário, estava sempre por perto, em todos os lugares onde ela exibia a sua dança.
Horas depois, exausta, a moça volta ao centro da praça, querendo sentar, descansar um pouco, mas as sapatilhas obrigavam-na a dançar mais e mais como se mandassem no seu corpo. Quando já não agüentava mais, reconheceu na pessoa que sempre estivera ao seu lado, o vendedor que lhe havia dado o presente e sentiu como se ele a acusasse de ser uma ambiciosa, dona de um desejo incontrolável de se tornar bailarina a qualquer preço. Sentia como se ele a culpasse por alguma coisa muito séria que ela mal podia entender, e que a estava castigando, ou melhor, ela mesma estava se castigando por não ter controlado a tentação de ter os sapatos e ser notada por sua dança.
Confundindo aquela fantasia, aquele pensamento, com a vida real, a moça desesperada tenta voltar para casa. No meio do caminho encontra um velho que a conduz para uma igreja onde ela descansa e pensa sobre a vida, e se vale a pena trocar sua tranqüilidade por um desejo tão facilmente realizado através da magia, longe da realidade.
Ainda confusa entre a verdade e a fantasia, a moça desmaia de cansaço e morre em seguida.
Nesse mesmo instante, aquele estranho vendedor recoloca na vitrine o mesmo par de sapatilhas vermelhas à espera de uma próxima vítima.

Na lenda original a menina é orfã e encontra uma senhora que resolve cuidar dela. Existe um filme The Red Shoes- 1948 que me parece muito bom, estou tentando assistir.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Garota com paralisia se torna bailarina.


  Uma garotinha de 8 anos, que nasceu com paralisia nas pernas, conseguiu realizar sonho de ser bailarina. Ela mora em Rio Verde, a 235 km de Goiânia. Usando a cadeira de rodas, Kétlin Katrini Fernandes é um exemplo de superação.
Desde pequena, o sonho da menina era um só: dançar. A avó, Ozanira Maria de Jesus, decidiu ajudá-la a realizar este desejo. Ela acompanha e incentiva os treinos da neta. “É o sonho dela, ela gosta. Então, eu vou ajudá-la e incentivá-la”, diz a avó, que também assiste a todas as apresentações da neta.
“Eu estou sempre junto, porque sou eu quem cuida dela. Fico muito orgulhosa”, destaca Ozanira.

 A vontade de ser bailarina começou a se tornar realidade há sete meses,  quando Kétlin conheceu o professor de dança Edilson Vaz de Carvalho. A partir daí, surgiu uma grande parceria. O sonho de dançar que parecia ser impossível se concretizou. Hoje, professor e aluna se apresentam em várias cidades, principalmente no sudoeste goiano. Na coreografia, são feitos movimentos que ajudam Kétlin a se expressar.

Segundo o professor, a dança leva, além de alegria, dignidade para pessoas que, assim como a garota, possui necessidades especiais. “[Dançar] Mostra que ela é capaz, desenvolve a coordenação motora dela. Ela interage mais no meio da sociedade”, explica o professor.

Edilson afirma que Kétlin é uma excelente aluna. “Muito melhor do que muitas pessoas que não têm essa dificuldade. É superdisciplinada, atenciosa. Se eu tivesse mais dez Kétlins, eu trabalharia com mais dez Kétlins”, elogia o dançarino.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Estilos de Ballet

Tipos de Ballet. 



Ballet Clássico
O ballet clássico é o mais metódico dentre todos os estilos de ballet e também é o que mais adere às técnicas de ballet tradicionais. Existem algumas variações em relação à área de origem deste gênero, entre elas, o ballet russo, francês, italiano e dinamarquês. Entretanto, nos últimos dois séculos, a maioria dos fundamentos do ballet é baseada nos ensinamentos de Blasis.
Os estilos mais conhecidos de ballet são o método russo, o método italiano, o método dinamarquês, o método Balanchine ou método New York City Ballet e os métodos Royal Academy of Dance e Royal Ballet School, derivados do método Cecchetti.
As primeiras sapatilhas de ballet tinham as pontas terrivelmente pesadas para permitir que a bailarina ficasse na ponta dos pés facilmente e aparentasse leveza. Mais tarde ela foi convertida na atual constituição, onde uma “caixa” abriga a ponta dos pés da bailarina e lhe dá suporte para manter o equilíbrio.
O ballet clássico segue algumas regras, entre elas uma posição chamada "plié", utilizada em quase todos os exercícios. Além disso, nesta modalidade, alinhamento, postura e posicionamento são vitais.

Ballet Neoclássico
O ballet neoclássico é um estilo de ballet que usa o vocabulário do ballet clássico, mas é menos rígido. Os dançarinos se submetem a ritmos mais extremos e realizam os passos em uma forma mais técnica. O espaçamento neste gênero de ballet é mais moderno ou complexo do que no ballet clássico. Embora a organização no ballet neoclássico seja mais variada, é a ênfase na estrutura que o caracteriza.

 Ballet Contemporâneo
O ballet contemporâneo é uma forma de dança influenciada pelo ballet clássico e pela dança moderna. Utiliza a técnica e o trabalho nas pontas dos pés vindos do ballet clássico. Este tipo de dança permite uma maior amplitude de movimentos que não são comuns nas escolas tradicionais de ballet. Muitos de seus conceitos vêm de ideias e inovações ocorridas na dança moderna do século XX.
George Balanchine é frequentemente considerado como tendo sido o pioneiro do ballet contemporâneo, através do desenvolvimento do ballet neoclássico. O ballet neoclássico é importante para a evolução do corpo humano.

 Ballet Romântico.
O Ballet Romântico é definido inicialmente como um ballet mais suave e com conotação romântica, um movimento ligado a arte e literatura dos mais antigos e que se consolidaram mais cedo na história do Ballet.
Esse tipo de dança tornou-se notório na época devido o movimento literários românticos, que aconteciam em boa parte da Europa na primeira metade do século XIV. Os ballets que seguem a linha do romântico pregam a magia e a delicadeza. Nesses ballets se usavam os chamados tutus românticos, saias mais longas que o tutu prato, eram geralmente floridas lembrando moças do campo.

 Ballet de Repertório.
Ballet de repertório é o tipo de ballet que contém uma história dentro dele, que precisa contar com um número razoável de bailarinos e coreografias para ser executado. É um conjunto de coreografias querendo contar uma história. Tem um conjunto de passos que deve ser seguido, minuciosamente (apesar de às vezes, o coreógrafo fazer adaptações, que devem sempre ser citadas). Os mais conhecidos são “O Quebra Nozes”, “O Lago dos Cisnes”, “Giselle”, “Copéllia”, “Esmeralda”, “Dom Quixote”.
Os ballets de repertório contam uma história usando a dança, a música e a mímica. Foram montados e encenados durante o século XIX, e até hoje são remontados com as mesmas músicas e suas coreografias de origem, baseados no estilo da escola que vai apresentá-lo. Seguem tradicionalmente sua criação. No palco se apresentam os grandes bailarinos, o corpo de ballet, normalmente as sequências de passos não podem ser mudadas. Exemplo: Se a cena um, tem um Adágio, não se pode retirar para colocar um Allegro.
São obras montadas antes do século XX que são patrimônio da Humanidade.


Tipos de Técnicas.


Método Vaganova ou Russo
Método Royal Academy of Dance, da Inglaterra (ou RAD)
Método Francês
Método Italiano ou Checcetti
Método Cubano
Método Dinamarquês (Buornoville)
Método Balanchine (Escola de Ballet Americano)

Experiência: Minha professora ensina-nos no Método Francês, mas ela sempre nos traz as diferenças de métodos para nossa compreensão e ampliação de conhecimento. (Oh, falei bonito hein...)

Aconselho as minhas leitoras que deem uma olhada neste site, muitoooooooooo bom! Ele traz um dicionário do Método Royal.

terça-feira, 17 de maio de 2011

História do Ballet

Oi gente, minhas próximas postagens falarão um pouco sobre cada modalidade de dança, iniciando pelo Ballet.


História do Ballet

O ballet, tal como é reconhecido hoje, surgiu na Itália no final do século XV, mais precisamente em 1489 no casamento do Duque de Milão com Isabel de Ararão. Depois, o ballet foi levado para França por Catarina de Médicis por ocasião do seu casamento com Henrique II. Em 1581, ela criou o Ballet Cômico da Rainha, para festejar o casamento da sua irmã. A França transformou-se, então, no grande palco do ballet mundial. Em 1661, foi fundada a Academia Real de Dança e, em 1713, a Escola de Dança da Ópera. O próprio Rei Luiz XIV, já  criança, começou a ter aulas de ballet e, aos 12 anos, fez a sua primeira apresentação na corte, seu primeiro professor foi Pierre Beauchamp.
 Por volta de 1830, começou a época do ballet romântico, com as criações magistrais de Marie Taglioni (A Sílfide) e Carlota Grisi (Giselle). No final da era romântica, o centro mundial do ballet passou de Paris para S. Petersburgo, na Rússia. O coreógrafo francês Marius Petipa viajou e fixou-se no país. Serge Diaghilev fundou a era do ballet moderno e criou a sua própria companhia, surgiram bailarinas e bailarinos lendários como Karsavina, Pavlova, Nijinsky e Fokine. Estava criada então a Escola Russa de Ballet que, depois da Primeira Guerra Mundial, promoveu a sua expansão por todo o mundo e principalmente em Londres e em Nova York.
 Na Inglaterra, criou-se o Sadler’s Wells Ballet e, nos Estados Unidos, o Ballet Theater e o New York City Ballet. A partir de 1956, o Bolshoi de Moscou transforma-se uma sensação mundial, com as lições de Vaganova, em S. Petersburgo.  No Brasil, a primeira apresentação do ballet clássico foi realizada no Real Teatro de São João, no Rio de Janeiro, em 1813, um espetáculo dirigido por Lacombe, mas só um século depois, com as apresentações das companhias russas de Diaghilev e de Pavlova, também no Rio de Janeiro, já no Teatro Municipal, o ballet brasileiro desencadeou definitivamente. Criou-se em 1927 a Escola de Dança do Teatro Municipal onde se formaram, entre outros, Berta Rosanova, Leda Yuqui, Madeleine Rosay e Carlos Leite. Mais tarde, outros nomes surgiram como Dalal Achcar e Márcia Haydée. Vaslav Veltchek dirigiu outra escola em São Paulo de onde saíram Alexander Yolas, Juliana Yanakieva, Raúl Severo, Aurélio Milloss, Tatiana Leskova, entre outros. Márcia Haydée e Ana Botafogo conseguiram uma grande expressão internacional.